sábado, 10 de agosto de 2013

3- A Revolução Francesa constituiu-se de varias revoluções em seu interior, desde uma revolta aristocrática, popular, burguesa e camponesa. Explique esse fator, do ponto de vista da complexidade do processo revolucionário de luta de classes, em curso na França do séculos XVIII.

R: A revolta Aristocrática ocorreu por causa da nobreza e do clero que revoltaram-se em 1787 e convenceram o Rei Luís XVI a convocar a Assembleia dos Estados Gerais. O objetivo era obrigar o terceiro estado a assumir os estatutos que a nobreza e o clero não queriam pagar. A revolução burguesa era a alta burguesia industrial em ascensão social, tinha uma postura antibsolutista mas defendeu muitas vezes a monarquia parlamentar como uma forma menos radical de governo. Podemos ver que a Revolução Francesa marca a transição do feudalismo para o capitalismo. Vários grupos sociais participavam desse movimento. Ao final do processo revolucionário, a nobreza havia caído e a burguesia no poder.
2- A crise do Antigo Regime e do antigo sistema colonial foram as causas estruturais da Revolução Francesa. Explique essa afirmação.

R: O Antigo Regime foi uma das causas que ocorreu a Revolução Francesa. No Antigo Regime, estava acontecendo gradualmente um momento de crise das relações de produção de baseados no capitalismo mercantil, para relações de produção de base industrial e assalariada, processo de industrialização liderada pela Inglaterra constitucional de 1689, atingiu grande estabilidade politica.
1- Como já foi visto , a Revolução Francesa iniciou-se como uma explosão popular contra o governo absolutista do rei Luís XVI em 1789, mas no processo dos revoltosos tiveram que assumir o lugar do governo derrubado, e nesse momento vieram à tona as divergências politicas e sociais no interior do Terceiro Estado. Quais foram essas divergências e suas consequências ?

R: O Terceiro Estado era formado pela maioria da população e de haver nele grande diversidade social e ele era o único a pagar impostos. Essa situação foi uma das principais causas da revolução, o Terceiro Estado reivindicava a abolição dos privilégios dos demais Estados. O terceiro Estado, politicamente unido deflagrou o processo revolucionário a partir de uma revolta popular em 1789 a principio motivada pelo descontentamentos politicas contra o governo abolista do Rei Luís XVI, o que mais tarde teve outros fatores: impostos abusivos, a crise da subprodução agrícola, o alto custo de vida entre outras coisas.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A máquina a vapor:


As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou. As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos. As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz.
                                          Motor a vapor de Watt
Em 1765, James Watt, um fabricante de instrumentos para a Universidade de Glasgow, estudando uma máquina de Newcomen, procurava uma maneira de aumentar sua eficiência e minimizar os custos com o carvão utilizado como combustível. Foi, então, que elaborou uma máquina com um condensador que minimizava as perdas de calor e que possuía outras finalidades como propulsão de moinhos e tornos, pois o movimento de rotação substituiu o de sobe e desce.
A máquina de Watt que também servia à fundição e à minas de carvão, teve grande êxito e acabaram substituindo as máquinas de Newcomen, pois além da versatilidade, consumiam três vezes menos carvão que essas. Para alguns, foi a máquina de Watt que ocasionou a Revolução Industrial. Foi James Watt que fixou o cavalo-vapor como unidade de medida para determinar a potência de uma máquina. Na época, considerou a carga que um cavalo poderia elevar. Hoje o cavalo-vapor é à potência necessária para elevar um metro de altura uma massa de 75 kg em um segundo.

Revolução Industrial

Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.

Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor.
Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.

domingo, 4 de agosto de 2013

Manufatura e Indústria



Na Inglaterra, no início do século XVIII, coexistiam diversas formas de trabalho industrial.  As corporações, que realizavam um trabalho artesanal, já em fase de extinção.  A indústria rural ou doméstica, que funcionava na zona rural, onde as famílias camponesas fiavam, teciam e tingiam, inicialmente para as necessidades da família, produzindo tecidos de lã com rocas e teares de madeira. Com o crescimento do comércio, passaram a produzir para o mercado, surgindo o fornecedor de matéria prima que recebia o produto acabado para ser comercializado. E também as manufaturas de fiação e tecelagem de algodão, que embora não possuíssem máquinas, assemelhavam-se a fábricas, reunindo operários em um só local, produzindo com certa divisão de trabalho.


Revolução Francesa

Clero.
  • Alto clero (bispos, abades e cônicos)
  • Baixo clero (sacerdotes pobres)
Nobreza.
  • Nobreza cortesã (moradores do Palácio de Versalhes)
  • Nobreza provincial (grupo empobrecido que vivia no interior)
  • Nobreza de Toga (burgueses ricos que compravam títulos de nobreza e cargos políticos e administrativos)
Povo.
  • Camponeses
  • Grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e comerciantes)
  • Média burguesia (profissionais liberais)
  • Pequena burguesia (artesãos e comerciantes)
  • Sans-culottes (aprendizes de ofícios, assalariados, desempregados). Tinham este nome porque não usavam os calções curtos com meios típicos da nobreza.